Tractebel Energia – UCLA – Unidade de Cogeração Lages

A Unidade de Co-geração Lages – UCLA é uma termelétrica com capacidade
instalada de 28 MW, com uma extração máxima de 25 toneladas por hora de vapor
e utiliza resíduos de madeira e toretes como combustível. A UCLA está situada na
cidade de Lages, Estado de Santa Catarina, Brasil, cuja economia é baseada na
indústria madeireira que explora florestas plantadas, predominantemente pinus
elliotis.
A UCLA foi concebida e implementada de acordo com as melhores práticas e
padrões da indústria nos termos de desempenho técnico, financeiro, ambiental e
social. O projeto iniciou a fase de teste de performance em dezembro de 2003, com
entrada em operação comercial em 23 de dezembro de 2003 e início da geração
comercial de vapor em maio de 2004.
O ciclo de Rankine com co-geração, tecnologia utilizada na UCLA, é uma
tecnologia largamente utilizada no setor sucroalcooleiro no Brasil que atualmente é
auto-suficiente em energia para o seu processo produtivo de açúcar e etanol e
algumas vezes, o excedente de energia é vendido para a rede. Apesar do uso desta
tecnologia, a UCLA quando de seu desenvolvimento destacava-se como a única
planta deste tipo construída especialmente para produzir eletricidade e vapor como
atividade principal. Para tanto a UCLA capta água oriunda do Rio Caveiras, distante
7 Km da usina, sendo a água para o processo tratada dentro da própria usina. A
água para consumo interno do processo também pode ser parcialmente suprida por
um poço artesiano existente na UCLA.
A eletricidade produzida é entregue ao Sistema Interligado Brasileiro – SIN e
o vapor produzido na planta pode ser fornecido a indústria madeireira local. Este
vapor era originalmente fornecido a duas das maiores indústrias madeireiras da
região, Battistella e Sofia, entretanto com a crise no setor madeireiro estas empresas
encerraram suas atividades respectivamente em 2007 e 2008.
A parceria com Battistella e Sofia previa dois tipos de contrato (i) um contrato
para fornecimento do vapor da UCLA com cada empresa que permitiu a Battistella e
Sofia a desativação das suas caldeiras que tinham baixo rendimento e sem nenhum
controle das emissões atmosféricas e que previa o retorno de pelo menos 60% do
vapor fornecido, na forma de condensado para UCLA e (ii) um contrato de
fornecimento de biomassa de cada empresa com a UCLA que permitiu a entrega de
biomassa que era usualmente despejada ao ar livre, em pilha, no fundo da sua
unidade fabril.
A atividade do Projeto contribui na mitigação das emissões de gases de efeito
estufa de duas maneiras: (i) gerando energia elétrica utilizando um combustível
renovável (resíduos de madeira) e (ii) reduzindo a geração de metano através do
consumo dos resíduos de madeira que, na ausência do Projeto, seriam depositados
em pilhas que proporcionam a digestão anaeróbica com conseqüente emissão de
metano. Além disso, promove o manuseio dos resíduos de madeira produzidos na
região, criando um mercado, agregando valor, agora como combustível.