INDIOS ISOLADOS PARTE II

Índios isolados na Amazônia peruana fazem contato pela 3ª vez na história
O tráfico, a extração de madeira e o turismo ilegal levam riscos às tribos.
No contato com outros índios, os isolados buscam principalmente alimentos.

O Profissão Repórter registrou um momento raro: um grupo de índios isolados e desconhecidos fez contato em uma vila, na Amazônia peruana. Nossa equipe fez uma expedição a uma das regiões mais remotas da floresta e revela como estes povos estão ameaçados de extinção. Os madeireiros e o turismo ilegal pressionam povos isolados e faz com que apareçam na fronteira do Acre com o Peru. No Brasil, um grupo de índios fez seu primeiro contato há dois meses.
Um vídeo feito em 2013, na parte peruana da Amazônia, mostra um grupo de índios fazendo contato. É a primeira tentativa de comunicação deles desde 2000. Quem grava as imagens é outro índio, de uma tribo já conhecida, que faz parte da Associação de Proteção aos Povos do Rio Madre de Dios.
Os repórteres Thiago Jock e Emílio Mansur viajam para o Peru com João Pavese, um brasileiro que está fazendo um documentário sobre os isolados. Ele trabalha há dez anos com grupos indígenas.
Cuzco é a primeira parada. De lá partem os turistas para várias regiões do país. Há dois anos, ONGs internacionais denunciam que guias levam turistas ilegalmente até as áreas dos índios isolados. Os passeios para as regiões onde vivem os isolados são como safáris humanos e são um risco para os índios, que não têm defesas para as nossas doenças.

Os índios isolados têm contatos com turistas, madeireiros e missionários, que tentam catequizar os povos oferecendo ferramentas e roupas. Segundo ativistas peruanos, o resultado desse contato é devastador.
O índio e sociólogo Hector Sueyo explica que os madeireiros apresentam maior risco aos povos isolados. Grandes áreas de mata virgem são derrubadas para a extração de madeira. Marcas da presença dos madeireiros estão por todo caminho, mas a principal delas é o assassinato de quatro líderes indígenas. O fato foi notícia em todo o mundo e aconteceu um dia antes da chegada de nossa equipe ao rio Madre de Dios.
A viagem até a região dos isolados leva sete dias de barco. A cada 12 horas de viagem, a equipe acampa na margem do rio. Durante uma dessas pausas, Hector conta que o primeiro contato de seu pai foi com missionários espanhóis, na década de 60. Os espanhóis sobrevoavam a área em pequenos aviões e jogavam ferramentas e doces para os índios. O contato da tribo com esse material contaminou boa parte deles com sarampo e varíola, matando mais da metade da tribo nos primeiros anos após o contato.
Pouco tempo depois de nossa equipe chegar à comunidade de Monte Salvado, os índios isolados apareceram pela terceira vez na história. A relação entre as tribos é de medo. Rapidamente os isolados recolhem as bananas e cordas oferecidas em canoas, para evitar o contato direto. O grupo permaneceu na região por três dias. O céu nublado foi o anúncio da partida. Eles sabem que a chuva apaga os rastros que deixam pelo caminho e assim voltam a ser parte de uma Amazônia desconhecida.

INDIOS ISOLADOS PARTE I

Índios isolados na Amazônia peruana fazem contato pela 3ª vez na história
O tráfico, a extração de madeira e o turismo ilegal levam riscos às tribos.
No contato com outros índios, os isolados buscam principalmente alimentos.

O Profissão Repórter registrou um momento raro: um grupo de índios isolados e desconhecidos fez contato em uma vila, na Amazônia peruana. Nossa equipe fez uma expedição a uma das regiões mais remotas da floresta e revela como estes povos estão ameaçados de extinção. Os madeireiros e o turismo ilegal pressionam povos isolados e faz com que apareçam na fronteira do Acre com o Peru. No Brasil, um grupo de índios fez seu primeiro contato há dois meses.
Um vídeo feito em 2013, na parte peruana da Amazônia, mostra um grupo de índios fazendo contato. É a primeira tentativa de comunicação deles desde 2000. Quem grava as imagens é outro índio, de uma tribo já conhecida, que faz parte da Associação de Proteção aos Povos do Rio Madre de Dios.
Os repórteres Thiago Jock e Emílio Mansur viajam para o Peru com João Pavese, um brasileiro que está fazendo um documentário sobre os isolados. Ele trabalha há dez anos com grupos indígenas.
Cuzco é a primeira parada. De lá partem os turistas para várias regiões do país. Há dois anos, ONGs internacionais denunciam que guias levam turistas ilegalmente até as áreas dos índios isolados. Os passeios para as regiões onde vivem os isolados são como safáris humanos e são um risco para os índios, que não têm defesas para as nossas doenças.

Os índios isolados têm contatos com turistas, madeireiros e missionários, que tentam catequizar os povos oferecendo ferramentas e roupas. Segundo ativistas peruanos, o resultado desse contato é devastador.
O índio e sociólogo Hector Sueyo explica que os madeireiros apresentam maior risco aos povos isolados. Grandes áreas de mata virgem são derrubadas para a extração de madeira. Marcas da presença dos madeireiros estão por todo caminho, mas a principal delas é o assassinato de quatro líderes indígenas. O fato foi notícia em todo o mundo e aconteceu um dia antes da chegada de nossa equipe ao rio Madre de Dios.
A viagem até a região dos isolados leva sete dias de barco. A cada 12 horas de viagem, a equipe acampa na margem do rio. Durante uma dessas pausas, Hector conta que o primeiro contato de seu pai foi com missionários espanhóis, na década de 60. Os espanhóis sobrevoavam a área em pequenos aviões e jogavam ferramentas e doces para os índios. O contato da tribo com esse material contaminou boa parte deles com sarampo e varíola, matando mais da metade da tribo nos primeiros anos após o contato.
Pouco tempo depois de nossa equipe chegar à comunidade de Monte Salvado, os índios isolados apareceram pela terceira vez na história. A relação entre as tribos é de medo. Rapidamente os isolados recolhem as bananas e cordas oferecidas em canoas, para evitar o contato direto. O grupo permaneceu na região por três dias. O céu nublado foi o anúncio da partida. Eles sabem que a chuva apaga os rastros que deixam pelo caminho e assim voltam a ser parte de uma Amazônia desconhecida.

IDESAM – Educação Ambiental

IDESAM – Promover a valorização e o uso sustentável de recursos naturais
na Amazônia e buscar alternativas para a conservação ambiental,
o desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas

O Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí, idealizado pelo Idesam em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), surgiu da necessidade de buscar uma nova lógica para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do município. Ele irá fortalecer a gestão ambiental e capacitar a população no desenvolvimento de atividades econômicas produtivas e sustentáveis.

A primeira fase de ações vai até dezembro de 2012 e está baseada em três pilares principais: economia de base florestal e baixo carbono, produção sustentável e mecanismos financeiros para a conservação de florestas. O passivo ambiental que tem impedido a geração de novas oportunidades e inclusive de renda em inúmeras propriedades será recuperado por meio de atividades como criação de uma rede de sementes, melhores práticas de plantio, capacitação em propriedades rurais sustentáveis e estabelecimento de viveiros de mudas para viabilizar e incentivar a utilização de espécies nativas em áreas degradadas.
Após este primeiro passo ocorrerá a intensificação da pecuária. Através do manejo rotacional de pastagens e da utilização de sistemas silvipastoris (combinação de árvores, pastagem e gado numa mesma área de forma manejada e integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade) espera-se identificar melhores alternativas para aumentar a produção, a rentabilidade da atividade e diminuir a pressão pela derrubada de novas áreas de floresta. Para fortalecer a prática da pecuária em Apuí serão implantadas unidades experimentais demonstrativas com modelos tecnicamente viáveis, sustentáveis do ponto de vista ambiental e economicamente atrativos.

Nossas ações

A coleta de sementes vai gerar novos empregos e fonte de renda, disseminar práticas de conservação florestal e a educação ambiental
A SEMMA-Apuí receberá todo apoio necessário para fortalecer e dinamizar a gestão de atividades florestais e de licenciamento rural. A ação envolverá a implantação de uma agenda ambiental e a capacitação de recursos humanos com o objetivo de disseminar atividades de manejo e recuperação florestal
Nosso foco está voltado a um modelo de pecuária “verde” baseado em manejo e em recuperação de pastagens, que cause menos impacto no solo e traga mais qualidade à produção de gado. Quando a atividade é realizada desta forma ela gera ganhos ambientais, econômicos e sociais aos produtores. Os experimentos a serem instalados irão comprovar a viabilidade técnica e econômica de novos modelos de produção sustentável
Se hoje a pecuária é uma das principais causas do desmatamento no município, com o Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí ela será motivo de reflorestamento, desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente. Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal poderão ser reflorestadas com espécies nativas, o que colaborará para a regularização das propriedades rurais e ainda trará alternativas para a geração de renda
A pecuária, embora seja predominante em Apuí, não é a única opção de atividade produtiva. Capacitações de estudantes e campanhas de educação disseminarão a importância de outras fontes de renda baseadas na sustentabilidade, na redução do desmatamento e no fortalecimento da governança local
Todas estas atividades serão executadas no Projeto de Assentamento Rio Juma (além de propriedades vizinhas) e são essenciais para a formulação de um plano de desenvolvimento sustentável em Apuí
O plano de desenvolvimento sustentável segue a lógica de transformar Apuí em um “município verde”, o que poderá atrair programas governamentais e incentivos financeiros para a economia do município
Quais instituições estão envolvidas e serão beneficiadas pelo projeto?
Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Prefeitura de Apuí, Sindicato dos Rural do Sul do Amazonas, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Familiares de Apuí, Agricultores e Agricultoras Rurais Familiares do Apuí, Associação de Produtores Agroecológicos, Cooperativa Extrativista Florestal Familiar de Apuí, Embrapa Ocidental, com apoio do Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, Fundação Avina e SPOT Image S.A.

Realização Audiovisual: Bangalô Filmes
Direção: João Pavese
Fotografia: Fernando Naiberg e João Pavese
bangalofilmes.com

Onu Brasil – Jornada da Sustentabilidade / Passaporte Verde

Em maio e junho de 2014, foram realizadas as Jornadas da Sustentabilidade da campanha Passaporte Verde, com eventos em cinco cidades-sedes: Belo Horizonte, Brasília, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Voltadas para o trade de turismo, em especial hotéis, pousadas, bares e restaurantes, as Jornadas apresentaram conceitos e práticas de produção sustentável nesses setores, incentivando ações iniciais de sustentabilidade com enfoque no consumo de energia e água, gestão de resíduos, desperdício de alimentos e responsabilidade social. As Jornadas convidaram estabelecimentos do setor a se engajarem na campanha Passaporte Verde e contribuir na melhora do posicionamento do seu destino turístico como um todo.

As Jornadas da Sustentabilidade tiveram patrocínio do Banco Itaú Unibanco. Para engajar seu estabelecimento, acesse: passaporteverde.org.br/inscreva A passport may be seen as the first step for entering another country or embarking upon a different stage in our lives. When we travel, we experience new things and return to our day-to-day different, with a new rhythm and new habits and feelings,which we’d like to maintain over the course of our lives. We may view a passport as providing access to this new life style that we want to preserve. And, if this Passport is Green, it will most likely result in new habits related to sustainability. The best trips are those that create lifelong memories, where we’re in touch with ourselves, mingle with new cultures and part of them remains in us. Sustainability is like a good trip: once we’re in contact with it, with its values and meanings, with its rhythm and standards, we are also changed and will never again be the same. The planet needs us to adopt a new lifestyle – one that is more linked to experiences and contact with people and less related to consumption. The human community is growing at an accelerated pace, adding 80 million people to the world every year. We are not merely inhabitants of the planet Earth, but something else also defines us: we are consumers. As the purchasing power of the population increases in many countries, one-third of all human beings are lacking food. We live in an era where it is increasingly apparent that we need to review our consumption and production patterns. Turning off the lights when we leaveour room or shutting off the tap when we brush our teeth is not going to save the planet – or even ourselves. Not if we are alone! They are not enough on their own, unless they are a reflection of a greater value that we have adopted, to seek after solutions that have a lower impact on our day-to-day, to demand better alternative technologies and government and corporate actions that give us more sustainable options and protect the natural heritage that we still have. It will not make a difference unless we see ourselves as part of a larger movement. Making more sustainable choices when planning and experiencing times of leisure, such as tourism, favor the adoption of new habits in our daily lives. It’s a time when we break out of our routine, leave our car at home, unplug ourselves from the electronic gadgets continually surrounding us and enjoy the scenery, walking, biking and spending time with family or friends, far from stress. Green Passport proposes filling this time with more authentic experiences, more sustainable travel itineraries and simple ideas on how to lessen your impact when visiting other places! We hope that many will respond to this call and be inspired by the invitation arising from sustainability to take up a new lifestyle and that the sensation of freedom and connection with what matters the most in life – wellness, the joy of living, nature, family and friends – will be part of your daily life when you return home! I take care of my destination! Audiovisual: Direção: João Pavese Roteiro: João Gonçalves e João Pavese Arte: Zol Israel fotografia: João Pavese bangalofilmes.com

Associação Brasileira de Radioterapia / Dr. Mathias Roxo Nobre – Um homem à frente do seu tempo

Quando da fundação do Colégio Brasileiro de Radiologia, em 11 de setembro de 1948, o elo de união entre os radiologistas e os radioterapeutas eram os Raios X, descobertos por Roentgen. Na época, eram poucos os médicos que utilizavam os Raios X e geralmente o faziam para diagnóstico e também para tratamento. Portanto, era lógico que se agrupassem em uma só entidade. O exemplo maior que tivemos em nosso meio foi o do Dr. Mathias Octávio Roxo-Nobre, radiologista e radioterapeuta, que assinou a ata de fundação do CBR, em 1948. Em 1959, quando esta entidade se instalou definitivamente em São Paulo, cedeu, gentilmente, sua sala, na Av. Angélica, 1170 onde, durante oito anos, funcionou a Secretaria Executiva do Colégio.
O tempo foi passando e novas tecnologias incorporadas: o ultra-som, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, além de um grande número de isótopos que passaram a ser utilizados pela medicina nuclear. Hoje, é mais apropriado falar em Centro de Diagnóstico por Imagem do que Centro de Radiodiagnóstico. Assim, novos departamentos com novas vice-presidências, foram criadas no CBR: Ressônancia Magnética, Ultra-sonografia, Medicina Nuclear entre outras, todas relacionadas com o diagnóstico, continuando a Radioterapia como a única vice-presidência não ligada à imagenologia diagnóstica.
Audiovisual:
Direção: João Pavese
Produção Executiva: Paulo Alves
Produção : Thaigo Fernandes
Realização: Bangalô Filmes e Comunique

A.C.Camargo Cancer Center / Dr. Fernando Gentil – Inovação e Pioneirismo na Cirurgia Oncológica

Fernando Gentil nasceu em 1920, numa abastada família de nove irmãos. Seu pai era um dos donos do Banco Frota & Gentil. Aos 16 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde cursou Medicina na Universidade Federal. Formou-se aos 21 anos. Nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, seguiu para os Estados Unidos e se especializou no Memorial Sloan-Kettering, de Nova Iorque. Lá, foi assistente até 1949 de George T. Pack, uma das maiores autoridades em cirurgia oncológica e um dos primeiros a acreditar na quimioterapia como forma de combate ao câncer.
Gentil retornou ao Brasil no final da década de 1940 e atuou como cirurgião no Hospital do Servidor Público, do Rio de Janeiro, até ser convidado por Antônio Prudente para chefiar o Departamento de Cirurgia Pélvica do A.C.Camargo Cancer Center.
Em meados dos anos 70, o cirurgião Fernando Gentil propôs uma cirurgia conservadora para o câncer da mama, que consistia em remover do lado do tumor, a glândula mamária, sempre que possível preservando-se o complexo areolomamilar associada à linfadenectomia axilar e do lado oposto removia-se a glândula, preservando-se o complexo areolopapilar. Na reconstrução foram usadas próteses de silicone colocadas abaixo dos músculos peitorais. Os resultados estéticos deste procedimento são extremamente gratificantes, quando comparados à mastectomia radical.
Cinco anos depois, ao apresentar os primeiros resultados desta cirurgia em uma reunião científica no próprio A.C.Camargo, onde estavam presentes Umberto Veronesi, de Milão; Urbam, do MSKCC, Adair Eiras, do INCA e José B.S.Neto, do A.C.Camargo, defensores da cirurgia de Halsted – a cirurgia radical das mamas – Gentil foi deselegantemente criticado por eles. Mais tarde, recorda-se o oncologista Ademar Lopes, que trabalhou com Fernando Gentil e assumiu a direção da Cirurgia Pélvica após sua morte, os mesmos colegas começaram a adotar um procedimento cirúrgico até mais conservador, que é a quadrantectomia associada ao esvaziamento axilar.
Fernando Gentil foi um dos primeiros brasileiros a ter um treinamento formal em Cirurgia Oncológica, sob a forma de Residência Médica. Cearense de origem, se graduou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro numa época em que o aluno do sexto ano, auxiliado pelos professores, provavelmente fazia mais cirurgias que faz um concluinte do programa de Residência Médica nos dias atuais.
Gentil, ao morrer em 1989, tinha mais de quatrocentos casos de cirurgia conservadora para o câncer de mama, representando assim, um marco na história deste tipo de cirurgia. Os primeiros sessenta casos desta cirurgia estão publicados no Journal of Surgical Oncology,14: 173-93 (1980). Ele nomeia um Complexo Ambulatorial direcionado ao tratamento de tumores como próstata, pênis, bexiga, estômago, intestino, esôfago, dentre outros.

Tractebel Energia – UCLA – Unidade de Cogeração Lages

A Unidade de Co-geração Lages – UCLA é uma termelétrica com capacidade
instalada de 28 MW, com uma extração máxima de 25 toneladas por hora de vapor
e utiliza resíduos de madeira e toretes como combustível. A UCLA está situada na
cidade de Lages, Estado de Santa Catarina, Brasil, cuja economia é baseada na
indústria madeireira que explora florestas plantadas, predominantemente pinus
elliotis.
A UCLA foi concebida e implementada de acordo com as melhores práticas e
padrões da indústria nos termos de desempenho técnico, financeiro, ambiental e
social. O projeto iniciou a fase de teste de performance em dezembro de 2003, com
entrada em operação comercial em 23 de dezembro de 2003 e início da geração
comercial de vapor em maio de 2004.
O ciclo de Rankine com co-geração, tecnologia utilizada na UCLA, é uma
tecnologia largamente utilizada no setor sucroalcooleiro no Brasil que atualmente é
auto-suficiente em energia para o seu processo produtivo de açúcar e etanol e
algumas vezes, o excedente de energia é vendido para a rede. Apesar do uso desta
tecnologia, a UCLA quando de seu desenvolvimento destacava-se como a única
planta deste tipo construída especialmente para produzir eletricidade e vapor como
atividade principal. Para tanto a UCLA capta água oriunda do Rio Caveiras, distante
7 Km da usina, sendo a água para o processo tratada dentro da própria usina. A
água para consumo interno do processo também pode ser parcialmente suprida por
um poço artesiano existente na UCLA.
A eletricidade produzida é entregue ao Sistema Interligado Brasileiro – SIN e
o vapor produzido na planta pode ser fornecido a indústria madeireira local. Este
vapor era originalmente fornecido a duas das maiores indústrias madeireiras da
região, Battistella e Sofia, entretanto com a crise no setor madeireiro estas empresas
encerraram suas atividades respectivamente em 2007 e 2008.
A parceria com Battistella e Sofia previa dois tipos de contrato (i) um contrato
para fornecimento do vapor da UCLA com cada empresa que permitiu a Battistella e
Sofia a desativação das suas caldeiras que tinham baixo rendimento e sem nenhum
controle das emissões atmosféricas e que previa o retorno de pelo menos 60% do
vapor fornecido, na forma de condensado para UCLA e (ii) um contrato de
fornecimento de biomassa de cada empresa com a UCLA que permitiu a entrega de
biomassa que era usualmente despejada ao ar livre, em pilha, no fundo da sua
unidade fabril.
A atividade do Projeto contribui na mitigação das emissões de gases de efeito
estufa de duas maneiras: (i) gerando energia elétrica utilizando um combustível
renovável (resíduos de madeira) e (ii) reduzindo a geração de metano através do
consumo dos resíduos de madeira que, na ausência do Projeto, seriam depositados
em pilhas que proporcionam a digestão anaeróbica com conseqüente emissão de
metano. Além disso, promove o manuseio dos resíduos de madeira produzidos na
região, criando um mercado, agregando valor, agora como combustível.

O IDESAM em Apuí – Amazonas / Projeto Semeando Sustentabilidade

O Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí, idealizado pelo Idesam em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), surgiu da necessidade de buscar uma nova lógica para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do município. Ele irá fortalecer a gestão ambiental e capacitar a população no desenvolvimento de atividades econômicas produtivas e sustentáveis.

A primeira fase de ações vai até dezembro de 2012 e está baseada em três pilares principais: economia de base florestal e baixo carbono, produção sustentável e mecanismos financeiros para a conservação de florestas. O passivo ambiental que tem impedido a geração de novas oportunidades e inclusive de renda em inúmeras propriedades será recuperado por meio de atividades como criação de uma rede de sementes, melhores práticas de plantio, capacitação em propriedades rurais sustentáveis e estabelecimento de viveiros de mudas para viabilizar e incentivar a utilização de espécies nativas em áreas degradadas.

Após este primeiro passo ocorrerá a intensificação da pecuária. Através do manejo rotacional de pastagens e da utilização de sistemas silvipastoris (combinação de árvores, pastagem e gado numa mesma área de forma manejada e integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade) espera-se identificar melhores alternativas para aumentar a produção, a rentabilidade da atividade e diminuir a pressão pela derrubada de novas áreas de floresta. Para fortalecer a prática da pecuária em Apuí serão implantadas unidades experimentais demonstrativas com modelos tecnicamente viáveis, sustentáveis do ponto de vista ambiental e economicamente atrativos.


Nossas ações

– A coleta de sementes vai gerar novos empregos e fonte de renda, disseminar práticas de conservação florestal e a educação ambiental

– A SEMMA-Apuí receberá todo apoio necessário para fortalecer e dinamizar a gestão de atividades florestais e de licenciamento rural. A ação envolverá a implantação de uma agenda ambiental e a capacitação de recursos humanos com o objetivo de disseminar atividades de manejo e recuperação florestal

– Nosso foco está voltado a um modelo de pecuária “verde” baseado em manejo e em recuperação de pastagens, que cause menos impacto no solo e traga mais qualidade à produção de gado. Quando a atividade é realizada desta forma ela gera ganhos ambientais, econômicos e sociais aos produtores. Os experimentos a serem instalados irão comprovar a viabilidade técnica e econômica de novos modelos de produção sustentável

– Se hoje a pecuária é uma das principais causas do desmatamento no município, com o Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí ela será motivo de reflorestamento, desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente. Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal poderão ser reflorestadas com espécies nativas, o que colaborará para a regularização das propriedades rurais e ainda trará alternativas para a geração de renda

– A pecuária, embora seja predominante em Apuí, não é a única opção de atividade produtiva. Capacitações de estudantes e campanhas de educação disseminarão a importância de outras fontes de renda baseadas na sustentabilidade, na redução do desmatamento e no fortalecimento da governança local

– Todas estas atividades serão executadas no Projeto de Assentamento Rio Juma (além de propriedades vizinhas) e são essenciais para a formulação de um plano de desenvolvimento sustentável em Apuí

– O plano de desenvolvimento sustentável segue a lógica de transformar Apuí em um “município verde”, o que poderá atrair programas governamentais e incentivos financeiros para a economia do município


Quais instituições estão envolvidas e serão beneficiadas pelo projeto?

Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Prefeitura de Apuí, Sindicato dos Rural do Sul do Amazonas, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Familiares de Apuí, Agricultores e Agricultoras Rurais Familiares do Apuí, Associação de Produtores Agroecológicos, Cooperativa Extrativista Florestal Familiar de Apuí, Embrapa Ocidental, com apoio do Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, Fundação Avina e SPOT Image S.A.
To promote the valuation and sustainable use of natural resources in the Amazon and to find alternative solutions to environmental conservation, social development and climate change mitigation.

Produção Audiovisual: Bangalô Filmes

Projeto Semeando Sustentabilidade – Sementes e Mudas

O Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí, idealizado pelo Idesam em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), surgiu da necessidade de buscar uma nova lógica para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do município. Ele irá fortalecer a gestão ambiental e capacitar a população no desenvolvimento de atividades econômicas produtivas e sustentáveis.

A primeira fase de ações vai até dezembro de 2012 e está baseada em três pilares principais: economia de base florestal e baixo carbono, produção sustentável e mecanismos financeiros para a conservação de florestas. O passivo ambiental que tem impedido a geração de novas oportunidades e inclusive de renda em inúmeras propriedades será recuperado por meio de atividades como criação de uma rede de sementes, melhores práticas de plantio, capacitação em propriedades rurais sustentáveis e estabelecimento de viveiros de mudas para viabilizar e incentivar a utilização de espécies nativas em áreas degradadas.

Após este primeiro passo ocorrerá a intensificação da pecuária. Através do manejo rotacional de pastagens e da utilização de sistemas silvipastoris (combinação de árvores, pastagem e gado numa mesma área de forma manejada e integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade) espera-se identificar melhores alternativas para aumentar a produção, a rentabilidade da atividade e diminuir a pressão pela derrubada de novas áreas de floresta. Para fortalecer a prática da pecuária em Apuí serão implantadas unidades experimentais demonstrativas com modelos tecnicamente viáveis, sustentáveis do ponto de vista ambiental e economicamente atrativos.


Nossas ações

– A coleta de sementes vai gerar novos empregos e fonte de renda, disseminar práticas de conservação florestal e a educação ambiental

– A SEMMA-Apuí receberá todo apoio necessário para fortalecer e dinamizar a gestão de atividades florestais e de licenciamento rural. A ação envolverá a implantação de uma agenda ambiental e a capacitação de recursos humanos com o objetivo de disseminar atividades de manejo e recuperação florestal

– Nosso foco está voltado a um modelo de pecuária “verde” baseado em manejo e em recuperação de pastagens, que cause menos impacto no solo e traga mais qualidade à produção de gado. Quando a atividade é realizada desta forma ela gera ganhos ambientais, econômicos e sociais aos produtores.

Idesam’s Protected Areas Program conducts studies and projects to support the consolidation of the Conservation Units, which ensures that the rules for using the reserve function properly and that the benefits reach the traditional inhabitants and nature itself. Idesam activities began in 2006, with the preparation of the Plan for Management of Sustainable Development of Uatumã Reserve. In 2008, Idesam expanded its operations by establishing a partnership to support the management of Uatumã Reserve. In this context, Idesam works to implement management programs focusing on environmental monitoring, natural resource management and community organization, while conducting capacity building focused on professional community training. In parallel, Idesam identifies problems in existing legislation and encourages discussions to resolve such problems, enabling the establishment of public policies.

Produção Audiovisual: Bangalô Filmes

Projeto Semeando Sustentabilidade – Reflorestamento – Idesam

O Projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí, idealizado pelo Idesam em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), surgiu da necessidade de buscar uma nova lógica para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do município. Ele irá fortalecer a gestão ambiental e capacitar a população no desenvolvimento de atividades econômicas produtivas e sustentáveis.

A primeira fase de ações vai até dezembro de 2012 e está baseada em três pilares principais: economia de base florestal e baixo carbono, produção sustentável e mecanismos financeiros para a conservação de florestas. O passivo ambiental que tem impedido a geração de novas oportunidades e inclusive de renda em inúmeras propriedades será recuperado por meio de atividades como criação de uma rede de sementes, melhores práticas de plantio, capacitação em propriedades rurais sustentáveis e estabelecimento de viveiros de mudas para viabilizar e incentivar a utilização de espécies nativas em áreas degradadas.
Após este primeiro passo ocorrerá a intensificação da pecuária. Através do manejo rotacional de pastagens e da utilização de sistemas silvipastoris (combinação de árvores, pastagem e gado numa mesma área de forma manejada e integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade) espera-se identificar melhores alternativas para aumentar a produção, a rentabilidade da atividade e diminuir a pressão pela derrubada de novas áreas de floresta. Para fortalecer a prática da pecuária em Apuí serão implantadas unidades experimentais demonstrativas com modelos tecnicamente viáveis, sustentáveis do ponto de vista ambiental e economicamente atrativos.


Nossas ações

– A coleta de sementes vai gerar novos empregos e fonte de renda, disseminar práticas de conservação florestal e a educação ambiental

– A SEMMA-Apuí receberá todo apoio necessário para fortalecer e dinamizar a gestão de atividades florestais e de licenciamento rural. A ação envolverá a implantação de uma agenda ambiental e a capacitação de recursos humanos com o objetivo de disseminar atividades de manejo e recuperação florestal

– Nosso foco está voltado a um modelo de pecuária “verde” baseado em manejo e em recuperação de pastagens, que cause menos impacto no solo e traga mais qualidade à produção de gado. Quando a atividade é realizada desta forma ela gera ganhos ambientais, econômicos e sociais aos produtores.
Idesam’s Protected Areas Program conducts studies and projects to support the consolidation of the Conservation Units, which ensures that the rules for using the reserve function properly and that the benefits reach the traditional inhabitants and nature itself. Idesam activities began in 2006, with the preparation of the Plan for Management of Sustainable Development of Uatumã Reserve. In 2008, Idesam expanded its operations by establishing a partnership to support the management of Uatumã Reserve. In this context, Idesam works to implement management programs focusing on environmental monitoring, natural resource management and community organization, while conducting capacity building focused on professional community training. In parallel, Idesam identifies problems in existing legislation and encourages discussions to resolve such problems, enabling the establishment of public policies.

Produção Audiovisual: Bangalô Filmes
Direção: João Pavese
Fotografia: João Pavese e Fernando Naiberg